URBANIZAÇÃO GERAL DO BRASIL
O Brasil é um país gigantesco que necessita de aparelhos públicos, condições urbanas e qualidade de vida igual para todo cidadão, se cremos que os direitos devem realmente ser iguais no nosso país. Por outro lado, nós temos um grande patrimônio natural e histórico a ser preservado, exibindo uma necessidade por um projeto que orne o desenvolvimento à tradição, à cultura, e ao meio ambiente.
Nesse sentido, urbanização não se refere explicitamente à construção de prédios e rodovias, mas sim a um espaço de convivência e de serviços suficiente para uma comunidade e uma população viver razoavelmente. O planejamento desses espaços, entretanto, devem se dar de forma diferente do que o liberalismo trouxe para maior parte dos países, sobretudo para os artificialmente urbanos, como os Estados Unidos, China e Brasil.
Com isso, existem pautas e agendas a serem priorizadas, sendo sobretudo a da industrialização regional, que deve ser o foco para a dinamização urbana de cada área (cada cidade/região urbanizada com foco no que as produções locais podem propiciar de serviços); a da preservação ambiental, permitindo o diálogo harmonioso das pessoas com a biosfera, sem nenhuma desigualdade entre as partes (a natureza não impede o bem-estar humano, o humano não fere a manutenção GERAL da natureza); a da mais fácil concessão do direito de ir e vir, com transportes que liguem regiões que forneçam diferentes serviços e permita com que o cidadão usufrua do que desejar onde quiser; e a da garantia de direitos públicos, através da presença universal de todos os serviços públicos em cada área administrativa (leia-se, cada autarquia, empresa pública, serviço público e demais agências em cada município).
Uma pauta importante para isso também é o replanejamento territorial, que redistribuiria terras que hoje são delimitadas, por muitas vezes, de forma irracional através do nosso território. Se queremos que do Oiapoque ao Chuí, da nascente do Rio Moa à Ponta do Seixas, toda cidade seja devidamente urbanizada (ao estilo Ouro Preto, Gramado ou Campos do Jordão), então precisamos que as cidades sejam delimitadas de acordo com o que pode oferecer de potencial industrial. Apenas a industrialização dada pelas condutas Katechonistas de fechamento econômico e de incentivo nacional/internacional de instalação de plantas industriais, será capaz de fornecer condições do desenvolvimento homogeneizado da nossa nação.
Nisso, não o que queremos para que a vida do interiorano seja tão digna quanto a do cidadão central é a transformação de toda cidade em uma "São Paulo miniatura" (como ocorre com cidades como Campinas, Balneário Camboriú ou com a nojenta e artificial Brasília), mas a valorização das culturas regionais, de seus potenciais produtivos, e da construção das cidades de forma ordenada a fim de evitar o mal planejamento de transporte, o mal planejamento de climatização, e o estabelecimento de periferias e desigualdades dentro dessa construção.
Para tanto, a desvinculação liberal e o acesso educacional à identidade (não na perspectiva ativista) de cada cultura de um Brasil diverso é necessária. O que o liberalismo precisa para manter sua dinâmica de mercado e de trabalho é o fim da personalidade do cidadão e da cidade, a transformação de tudo em estruturas que possibilitem a efetividade capital, e que ignora as necessidades humanas e as condições básicas de bem-vivência que hoje, não tem quem mora nas capitais do Brasil, mas também não tem quem mora no interior.
Se trata de democratizar o acesso a serviços, se trata de acabar com a desigualdade de condições estruturais entre diferentes territórios, mas também se trata de montarmos um país enorme aos moldes do que pequenas nações europeias fizeram ao longo de seus milenares anos de desenvolvimento cultural; uma mentalidade urbanística humana que nenhum dos concorrentes ao Brasil - EUA, China, Russia e India - conseguiu fazer.
Queremos um dia sermos um Canadá aos nossos moldes, e passo para isso é possibilitar que, se eu selecionar uma cidade aleatória do Brasil para passar 5 anos, eu tenha acesso a todo tipo de serviço que eu precisar, e possa viver bem, sem medos e com satisfações.
Para isso, um grande projeto nacional é necessário. São Paulo não precisará mudar nunca pois em sua cultura está a sua formação (o que não deve se dar igualmente para Melgaço, no Pará), mas muitos não conseguem viver bem nela por outros motivos; dentre um deles, o próximo a ser abordado: SEGURANÇA E COERÇÃO ESTATAL